quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

A reportagem que me marcou em 2015

....eu sabia que o dia de trabalho começaria cedo como era comum. Só não sabia que seria tao longo.

02/04/2015 quinta-feira

> Antes das 5 da manha cheguei na TV. Já tinha marcado link (ao vivo) pra falar sobre o movimento das estradas. Era ponto facultativo. Assim que cheguei na TV combinei com o editor do Bom Dia SP regional, Mauro Massa, como seria a entrada para o nosso jornal regional. Depois liguei para o editor de São Paulo para combinar a entrada para o estadual. Eu e o repórter cinematográfico Paulo Tavares saímos da TV e chegamos um pouco antes das 6h na estrada, no trecho que chamamos de Pedra Cortada, km 64 da Imigrantes, em Cubatão. Depois das entradas ao vivo seguimos direto para o bairro do Casqueiro, em Cubatão. Haveria a demolição de um prédio que desabou parcialmente no dia anterior e que soterrou vários operários que acabaram sendo retirados dos escombros pelos bombeiros com apenas algumas escoriações. Paramos numa padaria na esquina, tomamos um café rapidamente e aguardamos a demolição. O prédio foi demolido e ficamos cheios de pó da demolição dos pés a cabeça.
Eram 10h da manhã. Saímos de lá porque entregaríamos o disco com a gravação da demolição na TV e seguiríamos para o próximo desafio. Mas no caminho recebemos uma ligação da produção.  Algumas pessoas ligaram pra TV falando de uma fumaça preta que podia ser vista de longe e que vinha da área industrial da Alemoa. Enquanto falávamos com a redação começamos a ver a fumaça também.
O trânsito já estava caótico. Ninguém conseguia passar pelo viaduto da Alemoa. Ficamos parados em cima do viaduto. Largamos o carro e começamos a gravar. Já havia muito fogo. A cena era impressionante. Mal sabíamos que a situação iria ficar muito pior.
Uma sirene começou a tocar. Era um carro dos bombeiros que queria passar. Era a nossa chance também de sair daquele congestionamento. Seguimos a viatura até a entrada das empresas. Ali a polícia não nos deixou passar. Fomos alertados dos riscos de uma explosão. Só os bombeiros naquele momento estavam autorizados a seguir. Demos a volta e a redação já tinha também enviado nossa UMJ para o local. O caso era grave. Precisávamos achar o melhor lugar para gravar e depois entrar ao vivo no jornal do meio dia.

Em contato com o operador da UMJ, Claudio Neto, tentávamos o melhor lugar para ficar. Precisava ser rápido. Não sabíamos se o incêndio seria controlado rapidamente. Precisávamos gravar também. O operador disse que havia conseguido parar na via Anchieta, num local onde não atrapalhava o trãnsito. Chegamos no local. O fogo só aumentava. Dali teríamos imagens muito boas. O calor era muito forte. A única informação que tínhamos era que as empresas da Alemoa foram evacuadas. Não sabíamos ainda com certeza o que tinha naqueles tanques que pegavam fogo. As informações chegavam da redação, de pessoas que diziam conhecer o local, mas nada confirmado pelos bombeiros. Não sabíamos ainda nem com certeza qual era a empresa. Todos diziam que ficar ali era um risco. O que fazer? Perguntei ao cinegrafista e ao operador o que eles achavam. Disseram que era melhor a gente sair de lá. Eu recebia a todo momento mensagens de amigos preocupados, falando pra eu sair de lá. Decidi ficar, arriscar. Conversei com meus colegas e eles toparam. E ali começaria uma longa jornada naquele dia e por mais 8 dias. Assim que conseguimos fechar o sinal para entrar ao vivo, a produção do programa da Fatima Bernardes me chamou. Queriam que eu entrasse ao vivo. Entrei sabendo apenas o que já relatei aqui. Então falei sobre isso, sobre o que estava vendo. E não precisava dizer mais nada porque a imagem já era impressionante. E acredito que o temor na minha voz também revelava o que estava acontecendo. Poucas informações para saber a real dimensão dos riscos. Era a primeira entrada ao vivo de muitas. O Jornal da Tribuna 1 edição praticamente foi só esse assunto. Eu entrava ao vivo sem parar. Prar o nosso jornal foram várias vezes, depois para o SP-1, Globo News, Jornal Hoje. A tarde também muitas entradas ao vivo para o Tribuna Cidade, Globo News. E o fogo só aumentava. A água usada pelos bombeiros não conseguia nem chegar no incêndio. Evaporava antes disso. E no fim da tarde, uma explosão. Forte demais. E o vento trouxe as labaredas pra bem perto da gente. O calor ficou insuportável. Estávamos gravando o incêndio o tempo todo, e o repórter cinematográfico Paulo Tavares conseguiu registrar essa explosão. E era assim. Algo acontecia e entravamos no ar para mostrar a situação. Ninguém sabia exatamente os riscos e era preciso informar a população sobre o que estava acontecendo. Nesse dia ficamos no ao vivo até a noite. Ainda tiveram entradas para o Jornal da Tribuna segunda edição, SP 2, globo news e Jornal Nacional. Pela primeira vez eu entrei ao vivo para o Jornal Nacional. Como estávamos na estrada, não havia banheiros. Nem sei como consegui segurar o xixi por tantas horas. A última vez que tinha ido ao banheiro foi as 8h na padaria em Cubatão. Depois só consegui as 21h30 quando cheguei na tv. Mas o dever foi cumprido. foram mais de 16 horas de trabalho. Cheguei em casa quase 23h. Tomei banho, fui dormir pra acordar no dia seguinte as 3h. E ir para o segundo dia do incêndio... Depois o terceiro, quarto até o nono dia. 








segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Governador e a insegurança


A semana passada foi cheia de casos de violência na Baixada. Além disso acompanhei os 3 dias do julgamento de pai e filho que mataram um estudante de 22 anos por causa de 7 reais. Não consegui segurar as lágrimas no último dia. Assim que o juiz leu a sentença, a mãe do jovem morto gritou: assassinos. Se desesperou, chorou muito. Não foi fácil também acompanhar o desabafo dela e do marido. Aí a semana termina com o governador apresentando números "ótimos" sobre a violência na região. E ele falou: "vocês sempre terão notícias ruins. Os indicadores não vão zerar nunca". E encerrou a coletiva muito bravo. Eu não sou a favor de números. Até porque sei que muita gente não faz boletim de ocorrência por causa da demora nas delegacias e as vezes por medo. E os números podem até ter caído. Mas numa semana em que a população de uma região estava assustada e triste com tantos crimes, não era essa a resposta que se esperava do governador. Bom, na sexta-feira Alckmin deve voltar à região para reinaugurar a Ponte Pênsil. Quem sabe ele não traga algo novo? 

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Eu NÃO sou candidata!!!!

Só pra deixar bem claro, pra acabar de uma vez com um boato que tá rolando: eu NÃO sou candidata a nada. Nem pra síndica de prédio. Também não sou candidata a vereadora em nenhuma cidade porque nem partido tenho e não terei. 
Meu trabalho é feito com amor. 
Faço cobranças, mostro os problemas porque quero AJUDAR a população. 
Fazer oba oba com prefeituras NÃO é meu lema. 
Então não preciso ter nenhum cargo político pra ajudar a população.
Estou contribuindo muito mais dessa maneira. 
Acho que está bem claro: NÃO sou NEM tenho a mínima vontade de ser candidata. 

sábado, 17 de outubro de 2015

Tinha um poste no meio do caminho

Fomos até Itanhaém por causa da reclamação de moradores sobre um poste no meio de uma rua no Jardim Oásis. Chegando lá, não era um, mas 12 postes no meio do caminho dos motoristas. A Elektro prometeu retirar os postes até o fim de semana e cumpriu o prometido. Mas porque isso não foi feito antes? E por que 4 anos atrás quando começaram a "asfaltar" a rua, não tiraram os postes primeiro? Tem coisas que não dá pra entender. 

sábado, 12 de setembro de 2015

Opinião de jornalista

Ser jornalista não é fácil. Somos cobrados o tempo todo por todo mundo. Pela chefia, pela população, pelas autoridades, por nós mesmos porque temos o compromisso de dar a informação correta, se bem a que a definição de correta pode ser polêmica também. Não é fácil ser jornalista no corre corre do dia a dia. Temos que pegar as informações sobre um fato que está acontecendo e tentar ser o mais isento possível na hora de dar essa informação. Jornalista tem opinião? Claro que tem! O que não podemos é deixar nossa opinião influenciar uma reportagem. Mas ficamos indignados com algumas notícias que damos. Ficamos indignados com absurdos que vemos todos os dias. E quando jornalista acaba dando opinião nas redes sociais provoca polêmica. As vezes dá vontade de falar muito!!!!! Me seguro rsrs. Mas gostei do que um colega postou. Teve coragem e criticou o recapeamento da avenida Ana Costa. Opinião dele. E pronto. Agora vou aproveitar pra dar a minha opinião rsrs. Não é noticia falar que a avenida vai ser recapeada porque deixar a cidade em boas condições é obrigação do Poder Público. Recapear uma avenida é obrigação. O que mais me chamou a atenção nesse caso foi que a verba vem do Dade, do Governo do Estado. É uma verba para incentivo ao turismo. Será que recapear uma avenida que nem está tão ruim assim é incentivo ao turismo? A lei deve permitir. Não é ilegal. Mas tem tanta lei errada neste país. E a gente segue lutando por uma vida melhor 

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Ninguém gosta de cobranças. E daí? Vou continuar cobrando

Fazia tempo que eu não escrevia no blog. Decidi recomeçar. Faço muitas reportagens de cobranças. Cobro mesmo porque acho que faz parte da minha profissão. Cobro mesmo porque quero ajudar a população. Cobro mesmo porque é obrigação de todos nós ajudar. Não tenho medo de cara feia. Nem vou ceder por intimidação. Como tentaram fazer ontem durante a gravação de uma reportagem. Se tá errado tem de mostrar. E se tá errado tem de consertar o erro. E se a gente faz uma reportagem que tenha sido importante pra ajudar uma só pessoa, já vai ter valido a pena. A vida passa depressa. Então que a gente viva da melhor maneira cada minuto de nossas vidas. 

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Da fantasia à realidade

Eu estava de férias,  longe do país,  longe dessa "revolução" que o Brasil viveu. Estava num mundo de fantasia.  Embarquei na magia dos filmes da Universal, no castelo da Cinderela,  na simpatia do Mickey. Foram 15 dias de diversão. De encantamento. Envolvida no mundo de Walt Disney,  pouco acompanhei dessas mudanças no modo de agir dos brasileiros. Mas saio da fantasia pra voltar à realidade. Amanhã volto ao trabalho. Espero que o espírito guerreiro dos brasileiros continue. Mas sem brigas, nem confusão. Será que é possível?